segunda-feira, 19 de dezembro de 2005


CD - De uns Tempos pra cá
Chico César

Chico César lança seu primeiro disco pela Biscoito Fino com produção de Lenine e participação de Elba Ramalho e Quinteto da Paraíba.

De uns tempos pra cá me tornei um artista razoavelmente conhecido em alguns circuitos, dentro do meu país e fora dele. À minha revelia, mas também com minha anuência, determinados aspectos da música que faço se tornaram mais visíveis que outros. Não é que eu queira me queixar. Nem poderia, num momento em que uma das principais queixas de muitas pessoas (artistas inclusive) é a invisibilidade. Não de partes. Mas a invisibilidade total delas, e de sua produção. Ser em parte conhecido, visível, ou conhecido em partes já aparenta alguma vantagem. Principalmente quando se tem, quando se criam ou se conquistam as condições de iluminar o que antes já existia mas não podia ser percebido em plenitude. Ou era simplesmente ignorado. É o que acontece comigo agora com o lançamento deste De uns Tempos pra cá, ao qual me entreguei com a alegria e a inquietação que apenas a liberdade criativa possibilita. Retribuí o convite da Biscoito Fino com canções e interpretações estritamente autorais e que só poderiam estar neste disco. Em nenhum outro, apesar das músicas já existirem muito antes que ele fosse imaginado. O desejo de gravá-las neste formato camerístico com o inquieto Quinteto da Paraíba é que norteia o disco. De uns tempos pra cá se passaram 10 anos do Aos Vivos, meu primeiro disco. De uns tempos pra cá já são 20 anos de Sudeste pra mim. Mas mesmo antes disso o disco começa. A canção Utopia, por exemplo, é do princípio dos anos 80. Do meu tempo da faculdade de jornalismo em João Pessoa na Universidade Federal da Paraíba. Época de greves e passeatas. Que eu me lembre é uma espécie de comentário irresignado sobre a não-aprovação das eleições diretas para presidente pelo Congresso Nacional. A melodia de Por Causa de um Ingresso do Festival Matou Roqueira de 15 anos é ainda anterior: de 1983. E o título eu roubei mais tarde de uma manchete do jornal O Dia sobre o primeiro Rock in Rio, ao passar pela capital carioca no começo de 1985. Morava em Barra Mansa e estava a meio caminho para São Paulo. A letra é bem recente, deste ano. Convidei duas importantes e fundamentais influências que a paraibanidade me proporcionou: Elba Ramalho e Pedro Osmar. Ela: musa agreste, retirante, vidente, incômoda em sua nordestinidade. Ele: quase invisível, multiartista a insuflar inquietação e sede de conteporaneidade sem peias a seus pares há três décadas. Pra Cinema é uma melodia do fim dos anos 80. Eu já morava então em São Paulo e estudava na escola do Zimbo Trio, a convite do pianista Amílton Godói. A versão instrumental de Autumm Leaves começou a nascer nessa época, dos estudos com o violonista argentino Conrado Paulino. A letra é de 2004. Passou a se chamar Outono Aqui, por sugestão do cantor paulistano Carlos Fernando, que também corrigiu-me a respeito da excessiva melancolia nordestina em relação ao outono. De uns tempos pra cá tem em comum com outros álbuns meus o fato de que nenhuma canção foi feita para o disco em si. Alcaçuz é de 1998 e já foi gravada por Vânia Abreu. Orangotanga é de 2000 e deu nome a uma turnê européia. Quem faz a percussão aí é meu amigo de infância Escurinho, pernambucano radicado na Paraíba desde criança. Moer Cana, Por que Você não Vem Morar Comigo e a canção-título são de 2003. A canção mais recente é 1 Valsa p/ 3, a única em parceria, com letra minha sobre melodia de Chico Pinheiro. A Nível de, uma das minhas preferidas entre as muitas parcerias de João Bosco e Aldir Blanc, eu já havia gravado pro songbook de João Bosco a convite do saudoso Almir Chediak. Mantive “aquela guitarra” que João gostou tanto e fiz uma nova voz. Proveta e sua turma deram um banho com os únicos metais do disco. E aí está. O ano passado, a TV Educativa do Rio me convidou para cantar Cálice, de Gilberto Gil e Chico Buarque, num show com músicas que tiveram problemas com a censura na época da ditadura militar. Decidi regravá-la. É doloroso perceber que esta canção não perdeu atualidade. Mesmo de tons mais densos, não é de melancolia que quer falar o disco. Mas ela está aí. Pra mim é como se ele começasse escuro, numa sessão maldita de cinema à meia-noite. Atravessa uma longa madrugada, clareia aos poucos e termina encandeado de sol tropical ao meio-dia, numa mistura de feijoada e rave. Claro que não é a única leitura possível, e essa talvez seja otimista demais. É na verdade como ele nasceu em mim e aí tomou corpo, de uns tempos pra cá.

Chico César
Fonte: Biscoito Fino

Sérgio Santos

“Desde muito tempo existe a lenda de que não há renovação na música popular brasileira. De que os grandes autores pararam no tempo, de que não existem mais Jobins, Miltons, Doris, Edus, etc. Pois preparem seus ouvidos que aí está Sérgio Santos”. A cantora e compositora Joyce falou e disse. Sérgio Santos está aí para provar que a MPB está se renovando, e com altíssima qualidade.Mineiro de Varginha, Sérgio começou sua carreira musical participando como cantor do espetáculo Missa dos Quilombos, de Milton Nascimento, em 1982. A partir daí aprofundou seus conhecimentos musicais como violonista, intérprete, arranjador e compositor. Venceu alguns dos mais importantes festivais de música do Brasil até que, em 1991, conheceu aquele que se tornaria seu grande parceiro – o poeta Paulo Cesar Pinheiro – com quem compôs cerca de 180 músicas. Obra esta que já foi cantada por Milton Nascimento, Leila Pinheiro, Joyce, Olivia Hime, Sá e Guarabira, entre outros.Em 1996 Sérgio Santos foi indicado ao Prêmio Sharp, maior prêmio da música brasileira, pelo seu primeiro CD Aboio (95). Em 1999 se apresentou no Hollywood Bowl – um dos templos sagrados da música americana – em espetáculo elogiadíssimo pela crítica local. Em 2002, lançou pela Biscoito Fino o CD Áfrico – uma obra-prima da música contemporânea brasileira. Dois anos depois, em 2004, lançou Sérgio Santos, também pela Biscoito Fino, só com composições suas, a maioria em parceria com Paulo César Pinheiro. Uma delas, Paixão Bandida, ganhou um terceiro parceiro, Francis Hime.

Fonte: Biscoito Fino
Mônica Salmaso

Nascida em São Paulo em 1971, Mônica Salmaso começou sua carreira na peça O Concílio do Amor dirigida pelo premiado diretor Gabriel Villela em 1989. Desde então, tem gravado e se apresentado com importantes artistas brasileiros como Paulo Bellinati, Edu Lobo, Eduardo Gudin, José Miguel Wisnik, Marlui Miranda, Guinga, Nelson Ayres e a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, entre outros.Em 1995, gravou o CD Afro Sambas , um duo de voz e violão arranjado e produzido pelo violonista Paulo Bellinati, contendo todos os afro-sambas compostos por Baden Powell e Vinicius de Moraes. Este CD foi relançado em 2000 pelo selo Pau Brasil. Em 1996, gravou com Paulo Bellinati a faixa Felicidade de Tom Jobim e Vinicius de Moraes no CD Song Book de Tom Jobim.Foi indicada para o Prêmio Sharp em 1997 como Revelação na categoria MPB. Lançou, em 1998, seu segundo CD, Trampolim, pelo selo Pau Brasil, com a produção de Rodolfo Stroeter e as participações de Naná Vasconcelos, Toninho Ferragutti e Paulo Bellinati, entre outros. Mônica Salmaso lançou seu primeiro CD pela Biscoito Fino em março de 2004.

Fonte: Biscoito Fino

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Terra
Caetano Veloso

Quando na prisão Caetano recebeu de sua então mulher Dedé a revista Manchete com as primeiras fotografias da terra, tiradas de grande distância, foi tomado de forte emoção, ao mesmo tempo em que refletia sobre a ironia de sua situação, conforme registrou no livro Verdade tropical: “Preso numa cela mínima, Admirava as imagens do planeta inteiro, visto do amplo espaço.” A força daquela impressão determinaria, quase dez anos depois, a feitura de uma canção cuja a letra começa referindo-se ao fato (“Quando eu me encontrava preso”) seguindo-se divagações poéticas sobre a Terra, intercaladas pelo refrão(“Terra,Terra/ por mais distante/ o errante navegante/ quem jamais te esqueceria”) várias vezes repetidos. Os versos finais da composição são cantados sobre uma melodia que, embora diferente, reproduz uma divisão muito próxima à do final da segunda parte de “Você já a Bahia”, de Dorival Caymmi: “...tudo, tudo na Bahia / faz a gente querer bem / a Bahia tem um jeito...” Neste ponto Caymmi arremata: “que nenhuma terra tem”, com a palavra “tem” sobre a tônica, enquanto Caetano retoma o refrão”terra, terra...” Tranqüila faixa de abertura do citado álbum Muito, “Terra” é uma das melhores canções de Caetano no final dos anos setenta.

FONTE: A Canção no Tempo de Jairo Severiano & Zuza Homem de Mello.

Faça o seu jogo
Lô Borges – Márcio Borges
Canta: 14 BIS

Jogue sua vida na estrada
Como quem não quer fazer nada
Ouça bem as vozes do mato
Como quem abriu o seu coração.

Eu sonhei outro mundo, meu amor
E a paz morava na nossa casa
Mil pessoas como nós
Sem palavras por viver.

Sonhei que era tempo de reencontrar amigos
Falar do velho tempo morto que passou depressa
Sonhei que amanhã é hora de você jogar.

Jogue sua vida na estrada
Como quem não quer fazer nada
Ouça bem as vozes do mato
Como quem abriu o seu coração
.

Samba do Avião
Tom Jobim

Por toda a vida, Tom Jobim conservou um medo enorme de avião. Em sua primeira viagem para Nova York, por exemplo, o embarque teve lances de dramática indecisão, só se realizando depois que o amigo Fernando Sabino o convenceu de que o avião não iria cair. Sentia assim o maestro uma sensação de alivio nos momentos de chagada, quando sabia que em poucos minutos estaria são e salvo, pisando em terra firme. Toda essa alegria ele procurou transmitir no “Samba do Avião” em que, além de descrever a aterrissagem no aeroporto do Galeão, faz uma singela declaração de amor ao Rio de Janeiro – “Este samba é só porque / Rio eu gosto de você”. Como não poderia deixar de ser, a canção descreve a paisagem vista de cima, contrastando com outros postais musicais cariocas. Com numerosa discografia nacional e internacional, “Samba do Avião” tornou-se um clássico da MPB.

FONTE: A Canção no Tempo de Jairo Severiano & Zuza Homem de Mello.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005



TODO DESCUIDO TEM SEU PREÇO
Caetano Veloso
João Valentão
Dorival Caymmi

João Valentão
é brigão
Pra dar bofetão,
não presta atenção
e nem pensa na vida.
A todos João intimida
faz coisas que até Deus duvida;
mas...tem seu momento na vida...

É quando o sol vai quebrando,
lá pro fim do mundo,
pra noite chegar.
É quando se ouve mais forte
o ronco das ondas na beira do mar.
É quando o cansaço da lida da vida
obriga João se sentar.
É quando a morena se encolhe,
se chega pro lado querendo agradar.

Se a noite é de lua
a vontade é contar mentira
é se espreguiçar...
Deitar na areia da praia
que acaba onde a vista não pode alcançar...
E assim adormece esse homem
que nunca precisa dormir
pra sonhar,
porque não há sonho mais lindo
do que sua terra,
não há.
Vou-me embora prá Passárgada
Gilberto Gil – Manuel Bandeira

Vou-me embora prá Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora prá Passárgada

Vou-me embora prá Passárgada
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contra parente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d`agua
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora prá Passárgada

Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar

-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora prá Passárgada

segunda-feira, 21 de novembro de 2005



A gente leva da vida
a vida que a gente leva.

Fátima Guedes
Cruzada
Tavinho Moura – Márcio Borges

Não sei andar sozinho por essas ruas
Sei do perigo, que nos rodeia pelos caminhos
Não há sinal de sol
Mas tudo me acalma
No seu olhar

Não quero ter mais sangue morto nas veias
Quero o abrigo, do teu abraço que me incendeia
Não há sinal de cais
Mas tudo me acalma
No teu olhar

Você parece comigo
Nenhum senhor te acompanha
Você também
Se dá um beijo dá abrigo
Flor nas janelas da casa
Olho no seu inimigo
Você também
Se dá um beijo dá abrigo
Se dá um riso dá um tiro

Não quero ter mais sangue morto nas veias
Quero o abrigo
Da sua estrela
Que me incendeia
Não há sinal de paz
E tudo me acalma no seu olhar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

HISTÓRIA DA MÚSICA - MPB

Beco do Mota” e “Sentinela” foram dois temas escritos por Fernando Brant sobre melodias de Bituca(Milton Nascimento), inspirados em Diamantina, terras dos Brant. Beco do Mota era a estreita viela que abrigara os antigos puteiros. Estes, por estarem em frente a igreja matriz, haviam sido desocupados à força por ordem de um arcebispo ultra-reacionário.

Fonte: Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina de Márcio Borges.

Beco do Mota
Milton Nascimento e Fernando Brant

Clareia na noite, na noite
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu País
Profissão deserta, deserta
Homens e Mulheres na noite
Homens e Mulheres na noite desse meu País

Nessa Praça não me esqueço
E onde era o novo fez-se o velho colonial vazio
Nessas tardes não me esqueço
E onde era o vivo fez-se o morto
Aviso pedra fria

Acabaram com o beco
Mas ninguém lá vai morar
Cheio de lembranças vem o povo
Do fundo escuro beco
Nessa clara praça se dissolver

Pedra, padre, ponte, muro
E um som cortando a noite escura
Colonial vazia
Pelas sombras da cidade
Hino de estranha romaria
Lamento água viva

Acabaram com o beco
Mas ninguém lá vai morar
Cheio de lembranças vem o povo
Do fundo escuro beco
Nessa clara praça se dissolver
Profissão deserta, deserta
Homens e Mulheres na noite
Homens e Mulheres na noite desse meu País
Na porta do beco estamos
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu país

Diamantina é o Beco do Mota
Minas é o Beco do Mota
Brasil é o Beco do Mota
Viva meu país.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Cinema Brasil
Francis Hime – Joyce

Linda, que a tela era linda
E Eu me lembro ainda do filme que vi
Que tinha Eliana, Oscarito
Otelo, Adelaide, Cyl Farney, Dercy
Canções, carnavais e cassinos
Ambientes tão finos, humor infantil
E uma geração de meninos
Amou para sempre o cinema Brasil

Ginga de Orfeu lá no alto
No morro, no asfalto, a quarenta graus
No Mar, no Sertão, na verdade
Na grande cidade, na lama e no caos
Pois quando o cinema era novo
Falava do povo, falava por nós
E uma juventude guerreira
Levou a bandeira com seu porta-voz

Linda, que Leila era linda
Todas as mulheres do mundo dirão
Foi Dina com Macunaíma
Foi Márcia em Ipanema abrindo o verão
Foi Gloriosa Darlene
Querendo vingança aos Santos clamar
Ou foi Adriana tão cedo
Que o dono do enredo mandou lhe chamar

Linda, que a tela era linda
E Eu me lembro ainda do filme que vi
Sacana, o Malandro Carvana
Descola uma grana e sai por ai
Meu filme prossegue infinito
No eterno conflito entre os que vêm e vão
E o emblema da última
Cena é Fernanda serena,
Que escreve uma carta,
Que sonha que é santa
Que cata feijão
Mina, Fernanda Divina,
Que a tela ilumina
De pura invenção

Linda, que a tela é tão linda
E é mais linda ainda na imaginação

Linda, que a tela é tão linda
E assim será sempre
Na nossa paixão.
Uma noite sem você
João Linhares

Uma estrela brilha na brecha da noite
Clareando o calabouço da minha’alma
No escuro e sem você eu perco a calma
Hora amarga que me encharca em seu açoite
A paixão me esquartejando com sua foice
E a garganta vomitando um grito rouco
Chamei tanto que eu quase fico louco
Quis mostrar um pouco do meu sentimento

A saudade incendiando a madrugada
No silêncio queima a chama da alegria
Inda lembro de você naquele dia
Me beijando, me dizendo que me amava
Te amei tanto que eu não imaginava
Que sozinho ficaria triste e oco
Quando o mundo me chamava eu tava mouco
Galopando no vagão do pensamento
Que uma noite sem você é muito tempo
E uma vida com você é muito pouco.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Olá Pedrinho,Estou na sintonia de seu programa e realmente tá muito legal. Poder saber e ouvir uma MPB que não parou no tempo mas que tem muitos valores na atualidade com todo o respeito as nossas grandes estrelas. Parabéns por inovar mais uma vez, colocando a disposição dos amantes de uma boa música tantas vozes, versões, acordes e canções que nos revelam a dimensão poética da vidaUm grande abraço.

Prof. Luís Alípio Gomes
Oi Pedrinho!!!!Estou ansiosa pra ouvir o programa de hj... aliás, fico assim todas as segundas, pq sei que ouvirei no PLANETA MÚSICA, músicas de alta qualidade e bom gosto.BOM PROGRAMA, UMA EXCELENTE SEMANA!!!Grandes beijos carinhosos e mocorongos,Brennda Machado

sábado, 5 de novembro de 2005

Anuário
Sergio Santos – Paulo César Pinheiro

Entra janeiro no meu calendário
Com as mesmas máscaras de fevereiro
Sinto que março vai passar ligeiro
Que a morte espera em cada aniversário

Maio eu não sei, mas é em geral contrário
Junho, há!, é o mês mais triste do ano inteiro
Que ainda leva julho ao desespero
E faz em agosto todo o funerário

Setembro sempre me encontrou solteiro
Depois em outubro o amor involuntário
E o tédio triste de um novembro ordeiro

Mas vem dezembro e eu fecho o meu diário
E quando penso que acabou o roteiro
Entra janeiro no meu calendário
A Vida que a Gente Leva
Fátima Guedes


Não tenho medo de nada
Porque vivo minha vida
Como quem sorve uma taça
De preciosa bebida
Saboreio lentamente
Cada hora, cada dia
Nas coisas que tão somente
Fazem a minha alegria

Eu te dou um forte abraço
Eu canto, eu digo um agrado
Tudo pra ver teu sorriso
O teu sorriso é sagrado
E, às vezes, apenas isto
É luz que dissipa a treva

A gente leva da vida, amor
A vida que a gente leva.
Violão
Sueli Costa – Paulo César Pinheiro


Um dia eu vi numa estrada
Um arvoredo caído
Não era um tronco qualquer.
Era madeira de pinho
E um artesão esculpia
O corpo de uma mulher

Depois eu vi
Pela noite
O artesão nos caminhos
Colhendo raios de lua
Fazia cordas de prata
Que, se esticadas, vibravam
O corpo da, mulher nua

E o artesão, finalmente,
Nesta mulher de madeira,
Botou seu o coração
E lhe apertou contra o peito
E deu-lhe um nome bonito
Assim nasceu o violão.
HISTÓRIA DA MÚSICA - MPB

Viola Enluarada
Marcos Vale – Paulo Sérgio Vale

A saudade do Brasil, sentida por Marcos Vale durante uma longa estada ( a maior até então ) nos Estados Unidos, levou-o a compor uma toada dolente, com harmonia bem brasileira, que traria em sua bagagem de volta, sem nome e sem letra. Ainda em Nova York, às vésperas do retorno, ele ouvira de Eumir Deodato elogios entusiasmados a um novo compositor, chamado Milton Nascimento, que despontara no II FIC e para cujas músicas havia escrito os arranjos. Assim, ao chegar ao Rio, procurou logo conhecê-lo, tendo esse encontro acontecido na casa de Tom Jobim, no Leblon. Na ocasião, como seu irmão Paulo Sérgio já havia aprontado a letra da toada que se chamou “Viola Enluarada”, Marcos e Milton tiveram a oportunidade de cantá-la juntos pela primeira vez: “A mão que toca um violão / se for preciso faz a guerra / mata o mundo, fere a terra...” Ao contrário de outras músicas de protesto, em que êxito se baseia quase tão somente na força da letra, “Viola Enluarada” possui, além dos belos versos libertários, uma rica melodia, que a classifica entre as grandes cações brasileiras do século. Isso era reconhecido pelo exigente Jacó do Bandolim, que tinha um projeto de gravá-la, não realizado em virtude de sua morte. Divulgada inicialmente em shows do Quarteto em Cy e da cantora Eliana Pittiman, a canção foi lançada pela Odeon num compacto com seus contratados Marcos Vale e Milton Nascimento. Nesta gravação, que tem arranjo de Dori Caymmi, a dupla canta exatamente como o fazia nas reuniões com os amigos. Alias, a boa participação de Milton bem à vontade, acontece não por acaso, pois a composição encaixa-se em seu estilo como se por ele tivesse sido feita. Sucesso instantâneo (já havia uma lista de pedidos dos lojistas antes da gravação existir).

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

História da Música - MPB

“Oração de Mãe Menininha”
Dorival Caymmi

O cinqüentenário de mãe-de-santo da venerável Mãe Menininha do Gantois foi comemorado numa grande festa que congregou todo o povo baiano. Na ocasião, formou-se uma comissão de notáveis para a promoção dos festejos, dela participando Jorge Amado, Carybé, Pierre Verger e Dorival Caymmi, que marcou o evento compondo esta belíssima “Oração de Mãe Menininha”: “Ai, minha mãe / minha mãe, menininha / ai, minha mãe / menininha do Gantois / a estrela mais linda, heim? / tá no Gantois / a beleza do mundo, heim? / tá no Gantois...”Este “é um canto de amor e amizade que fiz para aquela senhora a quem venero e admiro a tantos anos”, declara Caymmi, que confirma o título da composição, às vezes publicado de forma incorreta: “é ‘Oração de Mãe Menininha’, mesmo, assim como o povo costuma dizer ‘oração de Santo Antônio’, ‘oração de São José’ ...” Gravada pelo autor e pelo duo Gal-Bathânia, a canção tornou conhecida no país a figura de Mãe Menininha do Gantois. A propósito, Gantois foi um francês que fez fortuna na Baia no século XIX. Com a Abolição, ele permitiu que ex-escravos seus, entre os quais ancestrais de Menininha, habitassem uma de suas terras em Salvador, lugar que acabou sendo chamado de Alto de Gantois. Foi ali que nasceu e viveu a famosa Mãe-de-santo.

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)
História da Música - MPB

Nada será como antes
Milton Nascimento e Ronaldo Bastos

Numa demonstração de sintonia com o seu tempo, Elis Regina lançou “Nada Será como Antes” e “Casa no Campo”, juntas num mesmo compacto, representando essas composições, cada uma a seu modo, os anseios da juventude brasileira na ocasião. Gravada numa levada dançante e com um interlúdio de cordas, “Nada será como antes” é uma canção política, tendo a idéia da letra surgido, curiosamente, quando o autor Ronaldo Bastos lia um artigo sobre a questão do “amanhã” na música brasileira. Então, transformando o enfoque da área musical para a política, ele expôs em versos metafóricos o drama dos que se preocupavam com o destino imprevisível dos exilados pela ditadura, entre os quais estava o seu próprio irmão: “Eu já estou com o pé nesta estrada / qualquer dia a gente se vê / sei que nada será como antes amanhã / que notícias me dão dos amigos / que notícias de dão de você / sei que nada será como está, amanhã / ou depois de amanhã / resistindo na boca da noite um gosto de sol.” Ronaldo, Milton Nascimento e muitos outros viviam gregáriamente no país, compenetrados na utópica missão de salvar o mundo por meio das obras de arte que criavam constituindo-se “Nada Será como Antes” um autêntico libelo de oposição ao regime vigente. Além de Elis, Milton autor da melodia, gravou esta canção no álbum Clube da Esquina (em 72) e, em 76, numa versão em inglês (do próprio Ronaldo, com René Vicent) intitulada, “Nothing will be as it was”. Esta versão sería gravada também por Sarah Vaugan no disco Brazilian romance (em 87), com arranjo de Dori Caymmi.

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Brennda Machado disse...

Pedrinho!O programa tá maravilhoso....Vc é sensacional e tem um gosto musical altamente refinado.O seu programa é um dos poucos possíveis de ouvir em nossa cidade.Abraços!!!
Elzany Mafra disse...

oi!!! e aí pedrinho, adorei o programa ontem...principalmente aquela música do que fala do círio de nazaré...é linda.....eu tinha ouvido naquele cd made in pará II

sábado, 8 de outubro de 2005

HISTÓRIA DA MÚSICA - MPB

“Noturno”
Graco e Caio Sílvio


Faixa de abertura do elepê Beleza, o sexto do cearense Fagner, “Noturno” foi uma das canções que marcaram 1980, aparecendo como tema principal da telenovela “Coração Alado”. Aliás, o próprio título da novela seria tirado de um de seus versos, que acabaria também por identificar a composição: “Ai, coração alado/ desfolharei meus olhos neste escuro véu/ não acredito mais/ no fogo ingênuo das paixões/ são tantas ilusões/ perdidas nas lembranças...” parecendo feita sob medida para o estilo Fagner, “Noturno” é uma canção amarga que ele interpreta de forma arrebatada, com sua voz rascante, sustentada por um belo arranjo seu e de João Donato.

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)

Aguarde tem muito mais...
HISTÓRIA DA MÚSICA - MPB

“Menino do Rio”
Caetano Veloso

Rompendo com a tradição de se cantar a beleza feminina nas canções de louvor ao Rio de Janeiro, Caetano Veloso utiliza a figura de um garoto de praia em “Menino do Rio”: “Menino do Rio / calor que provoca arrepio/ dragão tatuado no braço/ calção corpo aberto no espaço/ coração...” E toma como modelo seu amigo José Artur Machado, o surfista Petit, de 22 anos, criado na praia de Ipanema. Gravado pelo autor (no elepê Cinema transcendental) e por Baby Consuelo, para quem a música foi composta, “Menino do Rio” torno-se sucesso ao ser escolhido para tema de abertura da telenovela “Água Viva”, da Rede Globo. Infelizmente, Petit teve um final prematuro e trágico: acidentado num desastre de moto, que o deixou com o lado direito do corpo paralisado, suicidou-se em março de 1989.

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)

Tem muitas histórias curiosas, acompanhe...
Lançamentos TOP CD

Só alguns...

_ Maria Rita (só CD ou CD e DVD) Muito Bom.
_ Lulu Santos (sempre nos surpreende) Muito Bom.
_ Jota Quest.
_ DVD Cinema Falado. Filme de Caetano Veloso.
_ Gal Costa (CD) Excelente.
_ Eric Clapton(CD- Back Home.)
_ Titãs (CD – Ao vivo MTV)

Obs: Os que não tem opinião é que eu não os tenho.
A HISTÓRIA DA MÚSICA - MPB

“Canção da América”
Milton Nascimento e Fernando Brant

Em 1979, numa chuvosa temporada em Los Angeles, Milton Nascimento Gravaria o elepê Journey to dawn, dirigido ao público americano. Na ocasião, permanecendo na cidade com o parceiro Fernando Brant durante 45 dias, o compositor tentou em vão entrar em contato com um baterista inglês, que lhe havia mostrado, tempos antes, uma composição cuja a letra falava de músicos que partilhavam amizades, quase sempre interrompidas no momento em que terminavam suas gravações ou temporadas. Frustrado ao constatar que o tal baterista não se encontrava mais em Los Angeles, Milton fez então com Brant uma nova canção, em inglês, abordando o assunto, ou seja, o desencontro de amigos, e deu-lhe como título uma palavra inventada pelos dois: “Unencounter”. Quando chegou a vez de gravá-la, perguntou aos americanos se entendiam o seu significado e, diante da resposta afirmativa, manteve o título, sendo a música incluída no citado disco. Meses depois, no Brasil, o grupo mineiro 14 Bis(Flávio Venturini, Vermelho, Sérgio Magrão, Heli Rodrigues e Cláudio Venturini) desejou gravar a composição, tendo Fernando Brant feito uma letra em português, na qual o sentido da idéia original era estendido a amizade:”Amigo é coisa pra se guardar/ debaixo de sete chaves/ dentro do coração/ assim falava a canção/ que na América ouvi/ mas quem cantava chorou/ ao ver seu amigo partir...” Renasceu assim a música em português, com um novo título, “Canção da América”, que Milton Nascimento gravou no álbum Sentinela, em 1980, coadjuvado pelo quarteto Boca Livre.´Com o tempo, a canção acabaria sendo cantada em cerimônias – como por ocasião da morte de Ayrton Senna – ganhando caráter de hino “à fraternidade. Uma curiosidade: ao cantar “Canção da América” no show e no disco Saudades do Brasil, Elis trocou o verso “assim falava a canção” por “a se falar na canção”.

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Vale a pena visitar:
_
www.biscoitofino.com.br
_ www.sonhosesons.com.br
_ www.revistatrip.com.br
E Então Que Quereis?...

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo de cada fronteira distante
Subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes
o mar da história é agitado.
As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las,
Rompe-las ao meio,
cortando-as como uma quilha corta
as ondas.

Vladimir Vladímirovitch Maiacoviski (1927)
Declamado por João Bosco como introdução na música-Corsário.

HISTÓRIA DA MÚSICA


“Jura Secreta”
Sueli Costa e Abel Silva

Mesmo tendo ocupado quartos de frente do legendário Solar da Fossa e, anos depois, sido vizinhos em Ipanema, Sueli Costa e Abel Silva jamais haviam feito um música juntos antes de “Jura Secreta”. Foi Abel quem procurou Sueli, por meio de uma carta com uma letra da qual nasceria esta canção. Como grande parte do que se escrevia na ocasião, a letra expunha de forma metafórica reflexões sobre o amordaçamento geral imposto pela ditadura. Eram versos estranhos, aparentemente contraditórios, que afirmavam negações e negavam afirmações: “Só uma coisa me entristece/ o beijo de amor que eu não roubei/ (...)/ nada do que eu quero me suprime/ do que por não saber inda não quis/ (...)/ só o que me cega, o que me faz infeliz/ é o brilho do olhar que não sofri/ (...)/ só uma palavra me devora/ aquela que o coração não diz...” Nestes dois últimos versos, o âmago do poema, Abel na se referia uma palavra específica, mas ao (não) uso da palavra, ou seja, ao silêncio involuntário. Lida a carta, Sueli sentiu no primeiro momento como deveria ser a melodia, compondo de estalo a terna canção, que seria levada com outras inéditas para Maria Bethânia, na época preparando o show “Pássaro da Manhã”, no Teatro da Praia. Todavia, como Bethânia optou por “Coração Ateu”, gravado por ela em 75, Sueli pôde então atender Simone, que selecionava repertório para um novo disco e acabou escolhendo “Face a Face” e “Jura Secreta”. A gravação de “Jura Secreta” foi atribulada, tendo acontecido duas tentativas, uma com um grupo de músicos, a outra com dois violões, ambas frustrantes, o que deixou Simone tão perturbada que chegou a menosprezar a letra de Abel. Daí os ânimos só viriam a serenar com uma intervenção de Gozaguinha, seguida da sugestão de Sueli, para que a cantora gravasse apenas com o teclado de Gilson Peranzzetta, que criaria para a composição um acompanhamento bluesy ao piano Fender. Logo na primeira tentativa Simone chegou a se engasgar de emoção, prevalecendo a segunda, que acabou sendo o grande sucesso do álbum Face a face. Isso foi uma surpresa para os incrédulos compositores que sabiam ser “Jura Secreta” uma dessas canções classificadas como difíceis na gíria musical. Sua leitura seria até recomendada por psiquiatras para ajudar seus pacientes no processo de auto conhecimento. Tempos depois do lançamento, Simone diria o recado a Sueli que se tivesse composto “Jura Secreta” trocaria o título para “Auto Retrato”. Entre gravações desta canção destacam-se as da autora, no elepê Louça fina e a de Fagner, em Quem viver chorará, além da de Simone, naturalmente.
Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Sabrina Tainá disse...
Oi Pedrinho, oh eu aqui de novo! E ainda virão muitas outras por ai! Vim aqui pra dizer que sempre que posso ao chegar da faculdade ouço o planeta, o meu planeta. Meu porque nele deparo-me com o meu estilo musical! Se não for pedir demais, gostaria de ouvir no último bloco a música "A la Brasileira" na voz da adimirável Lucinha Bastos. Ei mudando de assunto, tá na hora do Sr. virar orkuteiro também e participar de nossa comunidade da 94 FM. BJS MUITO SUCESSSOOOOOOOO!!!
HISTÓRIA DA MÚSICA

“Sol de Primavera”
Beto Guedes e Ronaldo Bastos

O músico e compositor mineiro Beto Guedes, cuja voz aguda chamou a atenção ao gravar em dupla com Milton Nascimento a canção “Fé Cega, Faca Amolada”, teve um início de carreira fulminante, com três elepês muito bem-sucedidos, lançados entre 1977 e 79. O repertório desses discos, predominantemente de sua autoria, contém elementos pop – frutos de sua admiração pelos Beatles – com sotaque de toada mineira, dois pontos comuns aos componentes do chamado Clube da Esquina, expressão que surgiu como nome de uma canção (de Milton nascimento, Márcio e Lô Borges) em 1970 e se estendeu a dois álbuns de Milton (em 72 e 78) e um show. Aliás, este clube jamais existiu materialmente, ao contrário da “esquina”, que se situa no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro belo-horizontino de Santa Teresa. Era lá que se reuniam os “sócios” do “clube”, ligados pela música e pelo cinema, ou seja: os irmãos Márcio e Lô Borges, Wagner Tiso, Milton Nascimento, que por coincidência moravam no mesmo edifício Levy, no centro da cidade, bem próximo à residência do “sócio” Beto Guedes. “Sol de Primavera”, uma das melhores composições de Beto e que também intitulou o seu terceiro elepê, foi composta ao piano, sendo remetida em fita cassete ao parceiro carioca Ronaldo Bastos para ganhar uma letra cheia de esperança: “Quando entrar setembro/ e a boa nova andar nos campos/ quero ver brotar o perdão/ onde a gente plantou/ juntos outra vez...” A gravação de “Sol de Primavera” foi trabalhosa, tendo Beto gasto três sessões de estúdio para colocar a voz, do jeito que ele queria, sobre um arranjo de Wagner Tiso. Mas o resultado seria dos melhores, com a canção agradando em cheio aos jovens da época.

Fonte: A CANÇÃO NO TEMPO(Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo)
Agradecimento: Marlen Jussara(CDA)

Manuel Bendelack disse:


Pedro! o programa como sempre está muito legal. Segunda dia 26 é meu aniversário e já tenho a trilha sonora, para curtir a noite, que é o Planeta Música. Aproveito a oportunidade para pedi que toques a música dos Los Hermanos-O Vencedor . Abraços!!!

11:29 AM

Anônimo disse...

eu queria ouvir neste programa,mais pedro mariano e seu jorge.

2:59 PM

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Brennda Machado. disse...

Oi Pedrinho!!!!!!
Nossa! Agora estamos mais perto.... quero dizer que seu programa é simplesmente maravilhosooooooo.... ontem estava demais, ouvi músicas que há um tempinho não ouvia.
Pedrinho te considero uma pessoa extraordinária, inteligente, e acima de tudo autêntico e humano ... embora não tenhamos muito contato... é o que posso perceber através de seu programa e das poucas vezes que trocamos algumas idéias.
É isso aí.... tudo de bom e muito sucesso.
PAZ E AMOR!!!!
Brennda Machado.

5:13 AM

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

katiana lobato disse...
Olá Pedrinho,seu programa é muito bom onde todos tem a oportunidade de ouvir coisas maravilhosas e tbm de interagir que é o principal.Sou uma ouvinte assídua e não me canso de dizer que cultura é fundamental e onde encontramos:PLANETA MÚSICA a pedida certa de todas as segundas-feiras valeu pela atenção e sucesso.


Acompanhe hoje no Planeta.
Imagine,viaje e faça o seu filme.

A música é ANABELA e a letra é de Paulo César Pinheiro um dos maiores letristas do Brasil.Confira!

Anabela
(Paulo César Pinheiro / Mário Gil)

No porto de Vila Velha
Vi Anabela chegar,
Olho de chama-de-vela,
Cabelo de velejar,
Pele de fruta cabocla,
Com a boca de cambucá,
Seio de agulha-de-bússola
Na trilha do meu olhar.

Fui ancorando nela
Naquela ponta de mar.

No pano do meu veleiro
Veio Anabela deitar.
Vento eriçava o meu pêlo,
Queimava em mim seu olhar.
Seu corpo de tempestade
Rodou meu corpo no ar.
Com mãos de rodamoinho
Fez o meu barco afundar.

Eu, que pensei que fazia
Daquele ventre o meu cais,
Só percebi meu naufrágio
Quando era tarde de mais
Vi Anabela partindo
Pra não voltar nunca mais.
Sabrina Tainá disse...

"On-line agora é... PLANETA MÚSICA!"
Revolucionário, cheio de novidades do mundo da música, toca de tudo! MPB??? Nossa, é o que não falta. Sintoniza...
-> PLANETA MÚSICA, TODA SEGUNDA NA 94-FM A SUA RÁDIO

7:52 AM

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

JOTA NINOS Disse:

VALEU O BLOG. TÔ TE ESCUTANDO AGORA COM ESSA LINDA VERSÃO DE ARGONAUTAS DO CAETANO, QUE EU ADORO, VAI AI A LETRA CIFRADA:

Os Argonautas
Caetano Veloso

Tom: Am
Intro: Am Bm5-/7 E7 Am Bm5-/7 E7 F G7 C Bm5-/7 E7 Am


Am Bm5-/7 E Am C Bm5-/7
O barco, meu coração não aguenta
E7 F
Tanta tormenta, alegria
G C
Meu coração não contenta
C#m5-/7 E7 Am Bm5-/7 E7 Am F G A
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
C#m B7 E7 A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
Am Bm5-/7 E7 Am C Bm5-/7
O barco, noite no céu tão bonito
E7 F
Sorriso solto perdido
G7 C
Horizonte, madrugada
B7 E7 Am Bm5-/7 E7 Am
O riso, o arco, da madrugada
F G A
O porto, nada
C#m B7 E7 A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
Am Bm5-/7 E7 Am C Bm5-/7 E7
O barco, o automóvel brilhante
F G7
O trilho solto, o barulho
C
Do meu dente em tua veia
E7 Am Bm5-/7 E7 Am
O sangue, o charco, barulho lento
F G A
O porto silêncio
C#m B7 E7 A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)

6:13 PM

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

George Tenório - Rádio 94 FM

Participa da comunidade "Eu amo Flash Back", no Orkut. Um dos colaboradores do Planeta Música na busca por músicas do passado.

O Show do Barão Vermelho no Sairé foi um dos pontos altos do evento

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LANÇAMENTO – CD. TÍTULO: HOJE
GAL COSTA(Maria da Graça Costa Pena Burgos). Salvador BA 26/09/1945.
MÚSICA: SEXO E LUZ (Lokua kanza e Carlos Rennó)

Quando o Sol
Abaixou
Num dia tão monótono,
A paixão
Me deixou
Atônito

Me tirou
Da rotina,
E num momento único,
Alterou
Meu destino
De súbito.

Aí,
Sai de vale do meu tormento,
E fui
Cair no lago do teu amor;
Ali,
Aliviei todo o meu sofrimento,
E ui,
Me vi gemendo de prazer que nem de dor.

Enfim, lancei
De mim um grito;
E em ti, fui um
Com o infinito.

E no céu
Do meu eu,
No íntimo, no âmago,
Acendeu
Um límpido
Relâmpago.

No ápice,
Em átimos
Que pareceram séculos,
Eu me banhei
E me lavei
Em sexo e luz.

Então,
Além do monte, além do horizonte,
Oh sim,
Além do mundo, além da razão,
Oh não,
Bebi o poço sem fundo, da fonte
Sem fim,
O poço do desejo, a fonte da paixão.

Enfim, lancei
De mim um grito;
E em ti, fui um
Com o infinito.

sábado, 10 de setembro de 2005

Pedro Fernando Liberal - Produtor e apresentador

Planeta Música - Musicidade, musicalidade, musiqualidade. Em Santarém (Pará) a música de qualidade tem vez e voz. Todas as segundas das 19:00 às 23:00 horas na 94 FM.
Deixe a sua opnião/sugestão sobre o programa...
Chegou na TOP CD o novo trabalho da Gal Costa pela Trama, o cd chama-se HOJE.
Barão Vermelho,
em Santarém é muito pai-d'égua!!!
Nesta segunda no Planeta, cd novo da Gal Costa e cd novo da Daniela Mercury (cantando clássicos da MPB).